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Bovespa segue panorama global negativo e recua quase 4%

>> 22 dezembro 2008

Dia é de queda nas bolsas americanas e européias.Volume de negócios no dia foi baixo, contribuindo para volatilidade.
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda nesta segunda-feira (22), seguindo o clima de pessimismo que afeta os principais mercados mundiais. Ao final das negociações, o índice Ibovespa, referência para o mercado nacional, teve queda acentuada de 3,87%, aos 37.618 pontos.

Após iniciar os negócios em alta, a bolsa não resistiu à queda nos índices das bolsas americanas e européias, somada à volatilidade proporcionada pelo baixo volume de negócios antes dos feriados de Natal. O giro financeiro do pregão ficou na casa dos R$ 2,5 bilhões, abaixo da média. Principais pilares da bolsa, tanto Petrobras quanto Vale tiveram quedas superiores a 5,0%.

Para o analista da corretora SLW Pedro Galdi, o mercado deve permancer volátil até o final do ano e com pouco volume.

"A partir de hoje começa a enfraquecer o mercado e as bolsas vão seguir voláteis, a entrada de Obama em janeiro talvez dê mais um pouco de confiança e melhore no início de 2009", disse Galdi, referindo-se à posse do presidente eleito dos EUA, Barack Obama.

Mercado externo

Nos Estados Unidos, que vem há semanas determinando a movimentação na Bovespa, os indicadores apontaram para baixo. Ao final do dia, o índice Dow Jones encerrou em queda de 0,69%, a 8.519 pontos. O indicador ampliado Standard & Poor's 500 se desvalorizou 1,83%, a 871 pontos, enquanto o termômetro de tecnologia Nasdaq teve queda de 2,04%, para 1.532 pontos.

Na Europa, o índice FTSEurofirst, que reúne as principais praças do continente, teve queda de 1,5%, a 810 pontos. Foi o sétimo dia de queda nos últimos oito pregões do indicador que acumula baixa de 44% no ano. Entre os principais mercados, a maior queda foi em Paris (-2,31%).

Indicadores brasileiros

Entre os dados internos, o Banco Central brasileiro revisou nesta segunda-feira a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano de 5% para 5,6%. Para o ano de 2009, a previsão é de uma desaceleração por conta da crise financeira internacional. Com isso, a expansão da economia deve ficar em 3,2%.

Quanto à inflação, a expectativa é de redução em relação a 2008. A projeção do BC para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano subiu de 6,1%, no último relatório de inflação divulgado em setembro, para 6,2%. Para 2009, entretanto, a previsão para o índice calculado pelo IBGE recuou de 4,8% para 4,7%.

Ainda pela manhã, a pesquisa de emprego do Seade-Dieese mostrou que a taxa de desemprego caiu a 13% em novembro nas seis regiões metropolitanas pesquisadas - Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre, Salvador, São Paulo e Distrito Federal -, em comparação aos 13,4% do mês anterior.

Isso significa que 72 mil vagas foram criadas de um mês para o outro. De acordo com as instituições responsáveis pela pesquisa, esta é a menor taxa de desemprego consolidada desde janeiro de 1998. Em São Paulo, a taxa registrada foi a menor desde fevereiro de 1995.

(Com informações da AFP, Reuters e Valor OnLine)
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Opep anuncia corte recorde na produção de petróleo

>> 17 dezembro 2008

A cotação do barril de petróleo tem despencado desde julho
A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) anunciou nesta quarta-feira um corte recorde de produção de 2,2 milhões de barris por dia, em uma tentativa de conter a queda da cotação do produto no mercado internacional.
A redução, aprovada durante uma reunião do cartel na Argélia, deve passar a vigorar em janeiro e foi maior do que a esperada por muitos analistas, de 2 milhões de barris.

Em setembro e outubro, os 13 países membros da organização já haviam anunciado cortes no total de 2 milhões de barris por dia.

O preço do barril de petróleo vem despencando nos últimos meses, acompanhando o agravamento da crise financeira global.

A cotação do barril teve um pico de US$ 147 em julho e caiu para aproximadamente US$ 45 devido à queda da demanda em alguns dos principais países consumidores.

A demanda internacional nas quatro semanas encerradas em 12 de dezembro foi 2,7% inferior à registrada no mesmo período do ano passado.

Rússia

Em um comunicado, a Opep, cujos membros produzem cerca de 40% do petróleo do mundo, diz que "o impacto da desaceleração econômica global levou à destruição da demanda, resultando em uma pressão negativa sem precedentes sobre os preços".


Se continuarem caindo, os preços vão chegar a níveis que colocariam em risco os investimentos necessários para garantir suprimentos energéticos adequados no médio e longo prazos.


Comunicado da Opep

"Se continuarem caindo, os preços vão chegar a níveis que colocariam em risco os investimentos necessários para garantir suprimentos energéticos adequados no médio e longo prazos."

De acordo com o analista da BBC Rob Walker, existe o perigo de que, se continuarem baixos por muito tempo, os preços possam levar a um menor investimento na produção de petróleo para o futuro, o que por sua vez levaria à diminuição dos estoques. Isso pode ser um problema, já que há a previsão de que a demanda volte a crescer.

O cartel também pediu que países exportadores que não pertencem à organização colaborem e "apóiem a estabilização do mercado de petróleo", indicando que espera que eles também reduzam a produção.

A Rússia - que não pertence à Opep e é o segundo maior produtor de petróleo do mundo, atrás apenas da Arábia Saudita - enviou um representante à reunião e indicou que está disposta a reduzir a produção nos próximos meses para ajudar a levantar os preços.

Nos anos 90, além da Rússia, o México e a Noruega, outros países que não pertencem à Opep, decidiram se unir e diminuir a produção para elevar o preço do barril, que, na época, estava em cerca de US$ 10.

Preço

O presidente da Opep, Chakib Khelil, disse que o cartel não pensou um alvo de preço para o barril ao tomar a decisão anunciada nesta quarta-feira, mas espera que ele suba em breve.


A Opep tem a obrigação de manter o mercado bem abastecido e de levar em conta o bom estado da economia global. Por isso, esforços para limitar os benefícios de preços mais baixos para a energia são míopes.


Tony Fratto, porta-voz da Casa Branca

"Nós esperamos que os preços, obviamente, se estabilizem pelo menos na fase inicial perto do preço que temos nestes dias, talvez um pouquinho mais, e evolua com o tempo para um alvo que será para o bem dos produtores e consumidores, que nós estimamos que fique entre US$ 70 e US$ 80, pelo menos."

O anúncio não levou a uma alta imediata nos preços do produto nesta quarta-feira nos Estados Unidos, onde a cotação foi influenciada pela notícia de que as reservas americanas do produto continuam aumentando.

Em Nova York, o preço do barril do tipo leve para entrega em janeiro atingiu seu nível mais baixo em quatro anos e meio, chegando a ser negociado a US$ 40,20.

Estados Unidos

Os Estados Unidos, que são os maiores consumidores de petróleo do mundo, criticaram o corte na produção prometido pela Opep, descrevendo a decisão como "míope".

"Não está claro se as ações da Opep serão efetivas, dadas as mudanças na demanda global e a habilidade dos países da Opep em cumprir as metas do cartel", disse o porta-voz da Casa Branca, Tony Fratto.

"De qualquer forma, a Opep tem a obrigação de manter o mercado bem abastecido e de levar em conta o bom estado da economia global", acrescentou. "Por isso, esforços para limitar os benefícios de preços mais baixos para a energia são míopes."

A queda no preço do petróleo tem sido benéfica para os Bancos Centrais, especialmente nos países em desenvolvimento, já que ameniza a pressão inflacionária, tornando mais segura uma redução dos juros, sem que isso leve a um aumento da inflação.

Direto da BBC

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Preço do litro de gasolina no Brasil é o dobro daquele nos EUA,diz AIE

>> 11 dezembro 2008

GENEBRA - O preço do litro de gasolina no Brasil é o dobro do preço nos EUA e bem mais do que em países desenvolvidos como a Austrália e Canadá, de acordo com dados publicados hoje pela Agência Internacional de Energia (AIE). Em novembro, o litro no varejo custava US$ 1 no Brasil comparado a US$ 0,50 nos EUA, enquanto nos outros dois países variava entre US$ 0,50 e US$ 0,75.
O litro custa mais na Turquia (US$ 1,75) e em países como Holanda, Noruega, Finlândia, Alemanha, onde a pressão de ecologistas é forte.

O preço do barril de petróleo teve uma queda brutal nas últimas semanas - de US$ 140 para cerca de US$ 40, ou seja, baixa de US$ 100 por barril -, mas não resultou em menos custo para os consumidores, de maneira geral.

A AIE nota que, na verdade, vários governos na Ásia aproveitam essa queda para reintroduzir algum tipo de controle de preço, inclusive por razões políticas.

(Assis Moreira Valor Econômico para Valor Online)

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Petróleo e resgate estatal ao Citigroup sustentam alta nos futuros dos EUA

>> 25 novembro 2008

SÃO PAULO - Na manhã desta segunda-feira (24), os contratos futuros dos principais índices de ações norte-americanos negociados na Chicago Mercantile Exchange, como o S&P 500 e o Nasdaq 100, indicam uma abertura em alta das bolsas dos EUA.

Diante das perdas correlacionadas com a crise de crédito, o governo norte-americano resgatará o Citigroup, através de duas medidas: segurança pelo FIDC (Federal Deposit Insurance Corporation) de aproximadamente US$ 306 bilhões para que o banco financie seus ativos podres no mercado e injeção de US$ 20 bilhões pelo Tesouro por meio do TARP (Troubled Assets Relief Program).

Como resposta à liquidez iminente, seus papéis disparam 30% em Frankfurt e propagam otimismo em todo o setor financeiro, explicitado pelas altas das ações de JPMorgan (2%), Bank of America (9%) e Merril Lynch (3%) no pré-market norte-americano.

Também contribuindo para a alta nos mercados futuros dos EUA, os ativos petrolíferos sobem, o que se explica pela variação positiva de 3,6% na cotação do barril do óleo bruto em Londres. Dentre as valorizações, destaque para as ações de Chevron (2,5%), ConocoPhillips (4%) e Exxon Mobil (5%).

Contratos futuros
O contrato futuro do S&P500 opera a 814,40 pontos, alta de 15,57 pontos em relação ao valor justo, o que indica uma abertura do S&P 500 a 815,60 pontos, valorização de 1,95% em relação ao último fechamento.

Já o futuro do Nasdaq 100 aponta uma abertura do índice das blue chips de tecnologia a 1.112,09 pontos, alta de 2,44% frente ao fechamento de sexta-feira. O contrato futuro negociava há instantes a 1.112,25 pontos, 26,52 pontos acima do valor justo.

Confira o último fechamento

No pregão de sexta-feira, o índice Dow Jones fechou em forte valorização de 6,54%, atingindo 8.046 pontos. Já o S&P 500 subiu 6,32%, enquanto o índice Nasdaq Composite disparou 5,18%.

InfoMoney
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CSN vende 40% da Namisa

>> 20 outubro 2008

Um grupo liderado pela trading japonesa Itochu e que inclui cinco siderúrgicas do Japão e uma da Coréia do Sul deve investir por uma participação de 40% na mineradora brasileira Namisa, unidade da Companhia Siderúrgica Nacional.As siderúrgicas envolvidas são as japonesas Nippon Steel, JFE Steel, Sumitomo Metal Industries, Kobe Steel e Nisshin Steel e a sul-coreana Posco. A Itochu é a quarta maior trading do Japão.A CSN planeja ampliar a produção anual da Namisa de 7,5 milhões de toneladas este ano para 42 milhões de toneladas.
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Depois da Odebrecht, Equador ameaça expulsar Petrobras

>> 05 outubro 2008

O cone sul está vivendo um jeito muito diferente de fazer política e negócios, especialmente os países como Venezuela, Peru e Equador.

No jogo de interesses onde estes têm reservas naturais de Petróleo e Gás natural mas carece de dinheiro e tecnologia para extração destes e o Brasi le alguns outros países dispões destes recursos a tática adotada está sendo de permitir que investidores empregue o seu capital financeiro humano e tecnológico para alavancar os negócios e quando estes já estão dando frutos os governantes destes países inventam maneiras de expulsar as empresas exploradoras.

Até que não é má idéia adotar este tipo de política, considerando que estes países que as adotam se isolem do mundo e se tornem auto sificientes em tudo, o que é impossível nos dias de hoje, só não podem esquecer que as economias de hoje estão fazendo esforço brutal na abertura de seus mercados e disputando a tapa investimentos extrangeiros.
Acho que é hora de repensar esta forma de fazer políticas externas e aprender o jogo da diplomacia, coisa que os asiáticos aprenderam rápido e vem vindo com força total.
Neste jogo ganha quem sai na frente e perde quem segura a lanterna.
Por: M Nogueira
veja a matéria do G1 e forme sua opinião

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Lula deve reabrir compra de ações da Petrobras com FGTS

>> 21 setembro 2008

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu permitir o uso de recursos do FGTS numa nova rodada de investimentos na Petrobras, tendo em vista os desafios de exploração do petróleo na camada pré-sal.

Segundo informou neste domingo o jornal Folha de S.Paulo, trabalhadores poderão utilizar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) numa nova rodada de investimentos na Petrobras.

Entretanto, para permitir a capitalização, será preciso mudar a lei.

Quem já tem ações da estatal compradas com o FGTS poderá voltar a aplicar na empresa.

Segundo o jornal, Lula decidiu que a União fará capitalização da Petrobras para elevar participação nos lucros da empresa, que tendem a aumentar com o pré-sal, onde se encontram grandes reservas petrolíferas.

Desde 2000, acrescentou a Folha, quando cerca de 312 mil trabalhadores usaram o fundo para comprar as ações da Petrobras, o investimento rendeu 766,8 por cento.
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Veja alguns dos papéis que podem apresentar variações significativas neste pregão

>> 23 junho 2008

A primeira sessão da semana começa com os investidores de olho nas expectativas de inflação, com as projeções contidas no relatório Focus do Banco Central mostrando as estimativas do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) cada vez mais próximo do teto da meta do CMN (Conselho Monetário Nacional), de 6,5%. Enquanto isso, na esfera corporativa, as atenções se voltam principalmente para o setor imobiliário, com a aquisição da Agra (AGIN3) pela Cyrela Brazil Realty (CYRE3).

As empresas comunicaram na noite de domingo a celebração de memorando de entendimentos para a operação, que pode atingir R$ 1,5 bilhão. Segundo o comunicado, o pagamento será realizado por meio de troca de ações, na proporção de 0,425 ação da Cyrela por uma da Agra.

Commodities seguem em alta
Outro ponto que deve ser levado em consideração é o movimento das commodities no plano externo, que pode influenciar o desempenho dos mercados por aqui, com destaque para as grandes blue chips brasileiras, Vale (VALE5) e Petrobras (PETR3), e para as aéreas, cujos papéis têm sido pressionados pela disparada no preço do petróleo.

Nesse contexto, importa principalmente a nova alta na cotação internacional do barril de petróleo, com expectativas pessimistas em relação à queda na produção nigeriana, que foi afetada por ataques de milícias oposicionistas ao governo.

Demais notícias
A Copasa (CSMG3) também entra em foco com o resultado de sua oferta secundária de ações ordinárias - que teve captação de R$ 460 milhões - e com a divulgação dos dados operacionais referentes aos meses de abril e maio. No período, a empresa assinou a concessão de serviços de esgotamento sanitário em quatro novos municípios: Brumadinho, Carmo do Rio Claro, Porteirinha e Glaucilândia.

Falando em desempenho, os investidores também devem avaliar o comunicado da Grendene ( GRND3), sobre a sua performance no mês. Segundo a empresa, "as vendas de junho não vêm confirmando nossas expectativas, o que deve afetar o crescimento da receita no segundo trimestre".

Por fim, a BM&F Bovespa S.A respondeu os rumores sobre uma possível aquisição de participação societária na Cetip (Câmara de Custódia e Liquidação), negando qualquer interesse na operação, segundo informações de fontes que participaram de assembléia da Bolsa, na qual o
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OGX faz o maior IPO da história da bolsa brasileira

>> 14 junho 2008

Ações da petrolífera de Eike Batista disparam mais de 18% na estréia; empresa levanta R$ 6,7 bilhões

EXAME_ Pela primeira vez em 2008, uma oferta pública de ações causou alvoroço na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Logo nos primeiros minutos de negociação, as ações da OGX, petrolífera do empresário Eike Batista, dispararam mais de 18%, depois de já terem seu preço inicial fixado no teto da faixa prevista pelo banco UBS Pactual, coordenador da operação. No fechamento, os papéis registravam alta de 8,31%, cotados a 1225 reais.

A empresa conseguiu captar 6,7 bilhões de reais, superando a Bovespa Holding – que levantou 6,6 bilhões de reais - e levando o título de maior IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial) da história da bolsa brasileira. Ao todo, foram ofertadas 5.934.273 ações, ao preço de 1.131 reais cada. De acordo com analistas, a demanda pelos papéis da OGX foi dez vezes maior que a oferta.

“O sucesso dessa oferta pode ter um efeito psicológico importante. É possível que outras empresas se animem a entrar no mercado e, aos poucos, haja uma retomada dos IPOs”, diz João Augusto Frota Salles, economista da consultoria Lopes Filho. No ano passado, foram realizadas 64 aberturas de capital, que movimentaram 55,6 bilhões de reais. A Bovespa nunca havia registrado tantas estréias em um único ano. Em 2008, no entanto, com a crise do crédito hipotecário de alto risco nos Estados Unidos (subprime), poucas foram as companhias que se arriscaram a entrar na Bolsa. Os papéis das três empresas que decidiram manter seus planos de abertura de capital – Nutriplant, Hypermarcas e Le Lis Blanc – estrearam com queda na Bovespa.

Agora, a OGX quebra esse ciclo de maus resultados e desponta como uma promessa de bons ganhos. Para os analistas, o preço recorde do petróleo no mercado internacional e a percepção entre os investidores de que Eike Batista é um bom gestor de negócios tornam os papéis atraentes. “E, para ajudar ainda mais a companhia na estréia, a Petrobras anuncia a descoberta de um novo campo de petróleo. Isso aguça os investidores”, diz um analista.

Nasce uma gigante

A OGX já chega à Bovespa desbancando colossos como Eletrobrás, Aracruz, ALL e Cemig. Com valor de mercado de 36,5 bilhões de reais, a companhia conquista o 12º lugar no ranking das maiores empresas da Bolsa.

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Vale prepara oferta de ações de até US$15 bilhões

>> 10 junho 2008

SÃO PAULO (Reuters) - A diretoria da Vale vai propor ao Conselho de Administração da empresa a realização de uma oferta pública primária de ações ordinárias e preferenciais com valor máximo de 15 bilhões de dólares, dinheiro que deverá ser utilizado para impulsionar o crescimento da empresa.

De acordo com comunicado enviado ao mercado, a Vale pretende aplicar os recursos em "fins corporativos gerais" que incluem o financiamento do seu amplo programa de crescimento orgânico, estimado em 59 bilhões de dólares, e também em "aquisições estratégicas e ampliação de flexibilidade financeira".

A companhia salientou no comunicado, no entanto, que não mantém no momento negociações para compra de empresas.

Desde que Roger Agnelli assumiu a presidência da Vale, em 2001, a mineradora fez 14 aquisições incluindo a canadense de níquel Inco, por cerca de 18 bilhões de dólares, em 2006.


    Nos últimos dias, informações que circularam pelo mercado e pela mídia especializada indicaram que a companhia estaria novamente em meio a negociações para alguma grande aquisição na área de mineração, que poderia envolver operação de emissão de ações como forma de financiamento parcial.

    Desde o final sem acordo das conversas para a compra da Xstrata, em março, analistas colocaram várias opções como eventuais novos alvos para a brasileira, que busca diversificar suas operações, muito concentradas em minério de ferro.

    Alguns desses nomes voltaram ao noticiário nesta semana, como a Freeport-McMoRan Copper and Gold, importante produtora de cobre, a Alcoa, gigante do alumínio, e mesmo a Anglo American, uma das maiores mineradoras diversificadas no mundo.

    A Vale, a Alcoa e a Freeport disseram que não vão comentar os rumores.

    O efeito das especulações sobre as ações da Vale tem sido negativo. Os papéis preferenciais perderam 1,7 por cento na segunda-feira e caíam 3,8 por cento por volta das 14h45 desta terça-feira, enquanto o índice Bovespa caía 2,7 por cento.

    "As incertezas aumentaram porque não se sabe o que ela vai fazer com os 15 bilhões que vai captar. A questão de aquisição de ativos não ficou clara", afirmou a analista Cristiane Viana, da Ágora.

    "Vamos continuar vendo volatilidade até saber o valor da aquisição, a estratégia que será adotada", disse ela, acrescentando que o potencial da ação continua positivo.

    Antonio Ruiz, analista de mineração do BB Banco de Investimentos, elogiou a iniciativa da oferta de ações, apesar de concordar com a permanência da volatilidade por enquanto.

    "Essa estratégia de captar via ações é ótimo. O temor era de que ela ficasse muito alavancada e perdesse o grau de investimento", afirmou.

    "O board deixou claro para o mercado de que iriam fazer de tudo para que isso não aconteça... O problema é que não se sabe quem a Vale está paquerando, o que pode criar volatilidade para as ações no curto prazo", acrescentou.

    Mas há quem veja no movimento da Vale apenas uma operação de reforço financeiro sem ligação imediata com uma aquisição nesse momento.

    Um executivo de um banco em Londres, atuando no setor de metais e mineração, disse acreditar que o movimento de lançamento de ações da Vale pode ter sido interpretado erroneamente por pessoas no setor como parte de uma estratégia para comprar alguém.

    Ele não descarta uma aquisição, mas acha que isso pode ocorrer em até 12 meses.

    Sobre os possíveis alvos, a Freeport é citada como mais adequada.

    "Faz sentido. Está em linha com o que a Vale tem dito que quer fazer", disse Charles Bradford, analista do setor de mineração da Bradford Research/Soleil.

    A Vale chegou a alinhavar uma linha de financiamento de aproximadamente 50 bilhões de dólares com vários bancos quando tentou comprar a Xstrata, em um negócio que alguns analistas estimaram que poderia atingir até 90 bilhões de dólares.

    O valor de mercado da Anglo American é de quase 85 bilhões de dólares. A Alcoa está avaliada em 32 bilhões de dólares e a Freeport em 44 bilhões de dólares, de acordo com dados da Reuters.

    (Reportagem de Marcelo Teixeira, Denise Luna e Aluisio Pereira; Edição de Denise Luna)

    (Colaboraram Steve James e Matt Daily, em Nova York, e Eleanor Wason, em Londres)


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Petrobras descobre óleo leve em águas rasas na Bacia de Santos

>> 30 maio 2008

SÃO PAULO - A Petrobras anunciou, na noite de quinta-feira, que encontrou importante acumulação de óleo leve em um poço localizado em águas rasas na região sul da Bacia de Santos. O nome do bloco é BM-S-40 e, segundo a Petrobras, foi encontrado óleo de 36º API acima da camada de sal.

O poço pioneiro está localizado a cerca de 275 Km ao sul da cidade de Santos, na costa do estado de São Paulo, em lâmina d'água de 235 m.

Segundo a empresa, a descoberta foi confirmada através de produção de óleo em teste de formação a poço revestido, em reservatórios situados a cerca de 2.080 metros de profundidade. O teste comprovou as altas vazões esperadas para o tipo de reservatório e óleo encontrados, com um potencial de produção, por poço, estimado de mais de 12.000 barris por dia, disse a estatal.

A Petrobras é a única empresa que opera no bloco, onde espera começar a perfurar um segundo poço no mês que vem. A empresa não forneceu estimativa sobre o tamanho das reservas.

- A descoberta tem grande importância devido ao potencial de produção de um óleo leve e a localização da jazida em águas rasas - disse a estatal em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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    Desde o ano passado, a Petrobras vem anunciado a descoberta de campos gigantes de petróleo abaixo da camada de sal, na Bacia de Santos. O último foi no dia 21 deste mês. O consórcio formado pela empresa (com 66% de participação), junto com Shell (20%) e a portuguesa Galp Energia (14%) encontrou óleo no bloco BM-S-8, na Bacia de Santos, área conhecida como Bem-te-vi. Em novembro passado, a Petrobras estimou as reservas no gigantesco campo de Tupi, também na Bacia de Santos, entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris -o que o tornaria uma das maiores descobertas petrolíferas nos últimos 20 anos.

    Geólogos dizem que o potencial pré-sal do Brasil poderia ser de mais de 70 bilhões de barris, mas especialistas avaliam que a produção pode ser tecnicamente desafiadora e cara, em parte porque o movimento do sal exige escoamento reforçado. A produção acima da camada de sal é mais fácil.

    Com as descobertas desses campos, o Brasil poderia se tornar um grande exportador de petróleo. No entanto, segundo o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, o objetivo da empresa é se tornar um exportador de derivados . Ao participar do XX Fórum Nacional, no BNDES, no Rio, Gabrielli destacou que as reservas vão promover uma importante mudança no país.

    Lula comemora
    Em El Salvador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que teve informações que a Petrobras "acabora de encontrar" um novo campo de petróleo, desta vez no litoral entre Paraná e São Paulo.

    - Acabei de saber que a Petrobras acabou de encontrar um campo no litoral entre Paraná e São Paulo (...) Deus resolveu passar no Brasil e ficar. Não foi embora - comemorou o presidente, que deixa a capital salvadorenha, nesta noite, em direção a Belém do Pará.

    Fonte: O Globo


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Petróleo bate novos recordes e fecha no maior valor da história(DISPARADA DO PETRÓLEO)

>> 21 maio 2008

Barril fechou negociado a US$ 133,87 no mercado de Nova York.O preço do barril de petróleo registrou uma forte elevação nesta quarta-feira (21) nos mercados de Nova York e Londres, após uma queda não prevista das reservas petroleiras nos Estados Unidos.

Tendo superado a barreira dos US$ 130 ainda na parte da manhã, o barril do tipo "light sweet crude" negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou cotado a US$ 133,87, um aumento de US$ 4,10 em relação à terça-feira.

A marca representa um novo recorde histórico do produto, o quinto consecutivo. Durante a sessão, a commodity chegou perto dos US$ 134.
É o quinto recorde consecutivo no preço do produto.

    Em Londres, o barril do tipo Brent do mar do Norte. para entrega também em julho. subiu US$ 4,86 , batendo o recorde de fechamento a US$ 132,70 dólares, depois de ser cotado a US$ 133,34 durante a sessão, outra marca histórica.

    Disparada
    Em um ano, os preços do produto mais que duplicaram nas duas margens do Atlântico.
    Os analistas prevêm agora um barril a 150 dólares em 2008. "A menos que a economia americana (maior consumidora mundial de energia) entre em recessão, será difícil que os preços caiam este ano", explicou Phil Flynn, analista da Alaron Trading, na terça-feira.

    A intransigência da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que se recusa a aumentar sua produção para frear a escalada dos preços, leva os investidores a realizar compras massivas cada vez que um rumor sobre a oferta de petróleo circula no mercado.

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Petrobras confirma descoberta no campo Bem-Te-Vi

A Petrobras confirmou nesta noite que foram encontrados indícios de petróleo na área do pré-sal no bloco BM-S-8, cujo prospecto vem sendo chamado de Bem-Te-Vi. A área, localizada na Bacia de Santos, é operada pela Petrobras (66%) em parceria com a americana Shell (20%) e a portuguesa Galp Energia (14%). Segundo nota divulgada pela Petrobras, a confirmação foi feita a partir da perfuração do poço 1-BRSA-532A-SPS (1-SPS-52A). Análises preliminares indicam que a densidade do petróleo está entre 25º e 28º API, comparável a de outras descobertas do pré-sal da Bacia de Santos.
[Leia Mais...]

    O poço pioneiro, segundo a nota da Petrobras, está localizado a cerca de 250 quilômetros da costa do Estado de São Paulo, em águas onde a profundidade é de 2.139 metros. A perfuração foi concluída no dia 18, na profundidade de 6.773 metros, e a descoberta comprovada pela análise de amostras de petróleo por meio de teste de formação em reservatórios situados a cerca de 6 mil metros de profundidade. No dia 6 de março, a estatal já havia comunicado à Agência Nacional do Petróleo (ANP) indícios de petróleo na mesma área, mas numa profundidade menor.

    Segundo a Petrobras, o consórcio prepara Plano de Avaliação de Descoberta a ser encaminhado à ANP, conforme previsto no Contrato de Concessão, dando continuidade às atividades e investimentos no bloco BM-S-8.

    A descoberta já vinha sendo aguardada pelo mercado. Em entrevista ontem em Portugal para comentar o balanço da empresa no primeiro trimestre do ano, o presidente da Galp, Ferreira de Oliveira, havia anunciado que resultados na área poderiam ser esperados para breve.


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Petrobras confirma ter feito proposta pela Esso

>> 31 março 2008

Estatal estaria em parceria com a distribuidora AleSat para a aquisição da empresa.Negócios da Esso na América do Sul estariam avaliados em torno de US$ 800 milhões.

O diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, foi evasivo ao responder nesta segunda-feira (31) perguntas sobre a negociação para a compra da área de distribuição da Esso no Brasil. "Só posso dizer que houve uma proposta. Mas o tempo é do vendedor. Não tem prazo para a divulgação do resultado. Caberá a decisão ao vendedor", disse, em entrevista coletiva à imprensa, após a cerimônia de inauguração das obras de terraplanagem do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Diante da insistência dos repórteres em saber se a Petrobras havia feito a proposta sozinha ou em parceria, e ainda se estava interessada em toda a rede de distribuição na América do Sul ou apenas fora do Brasil, ele respondeu por pelo menos três vezes com a mesma frase: "A Petrobras fez proposta".

Os rumores do mercado indicam que a estatal estaria em parceria com a distribuidora AleSat para a aquisição da Esso. Segundo fontes do mercado, a Petrobras ficaria com os postos da Esso fora do Brasil e a distribuidora teria o mercado interno. Ainda de acordo com as mesmas fontes, o Grupo Ultra, que estaria interessado em participar dessa parceria, foi excluído do negócio e apresentou proposta sozinho. Os negócios da Esso na América do Sul estão avaliados, segundo o mercado, em torno de US$ 800 milhões.


Fonte: G1

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