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>> 25 setembro 2009
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RIO - O valor de mercado de 323 empresas de capital aberto na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caiu R$ 871 bilhões entre o final de 2007 e o dia 26 de dezembro deste ano. De acordo com a consultoria Economática, o valor de mercado dessas companhias era de R$ 1,225 trilhão no dia 26, valor 41,5% menor que os R$ 2,097 trilhões registrados no fim do ano passado.
Segundo a consultoria, o valor perdido ao longo de 2008 equivale a perdas equivalentes a duas vezes o valor de mercado da Petrobras em 31 de dezembro de 2007 ou pouco mais de duas vezes todo o setor bancário, que no fim do ano passado contava com 27 instituições na Bovespa, com valor de mercado conjunto de R$ 407 bilhões.
Entre os 21 setores analisados pela Economática, o mais castigado ao longo do ano foi o de Construção, com 29 empresas e queda de 72,4% no valor de mercado, o equivalente a R$ 38,4 bilhões em perdas. A seguir veio Papel e Celulose, com baixa de 68,3%, ou R$ 30,6 bilhões.
A maior perda nominal ficou com o setor de Petróleo e Gás, representado por cinco empresas, que juntas tiveram o valor de mercado reduzido em R$ 210 bilhões até o dia 26 de dezembro.
O setor de Telecomunicações, com 12 companhias, foi o menos afetado, com queda de 14,6% do seu valor de mercado, equivalente a R$ 14,7 bilhões a menos. A seguir veio o setor de Energia Elétrica, com 35 empresas e recuo de 22,6%, ou R$ 40,3 bilhões em perdas.
Entre as empresas da carteira teórica da Bovespa, a maior queda percentual foi da Rossi Residencial, com recuo de 80,6% do seu valor de mercado, seguida de perto pela Aracruz que no mesmo período perdeu 78,9% do seu valor de mercado. A empresa com maior queda nominal de valor de mercado foi a Petrobras com R$ 209 bilhões, ou 48,7% de queda.
Apenas sete empresas tiveram valorização, entre as 323 analisadas. A Nossa Caixa teve a maior valorização, com 188,2% ou R$ 4,7 bilhões. A seguir vieram Brasil Telecom (+33,2%); Ultrapar (+33,2%); Transmissão Paulista (+15,3%); Natura (+12,8%); Eletrobrás (+8,2%); e JBS (+4,6%).
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Dia é de queda nas bolsas americanas e européias.Volume de negócios no dia foi baixo, contribuindo para volatilidade.
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda nesta segunda-feira (22), seguindo o clima de pessimismo que afeta os principais mercados mundiais. Ao final das negociações, o índice Ibovespa, referência para o mercado nacional, teve queda acentuada de 3,87%, aos 37.618 pontos.
Após iniciar os negócios em alta, a bolsa não resistiu à queda nos índices das bolsas americanas e européias, somada à volatilidade proporcionada pelo baixo volume de negócios antes dos feriados de Natal. O giro financeiro do pregão ficou na casa dos R$ 2,5 bilhões, abaixo da média. Principais pilares da bolsa, tanto Petrobras quanto Vale tiveram quedas superiores a 5,0%.
Para o analista da corretora SLW Pedro Galdi, o mercado deve permancer volátil até o final do ano e com pouco volume.
"A partir de hoje começa a enfraquecer o mercado e as bolsas vão seguir voláteis, a entrada de Obama em janeiro talvez dê mais um pouco de confiança e melhore no início de 2009", disse Galdi, referindo-se à posse do presidente eleito dos EUA, Barack Obama.
Mercado externo
Nos Estados Unidos, que vem há semanas determinando a movimentação na Bovespa, os indicadores apontaram para baixo. Ao final do dia, o índice Dow Jones encerrou em queda de 0,69%, a 8.519 pontos. O indicador ampliado Standard & Poor's 500 se desvalorizou 1,83%, a 871 pontos, enquanto o termômetro de tecnologia Nasdaq teve queda de 2,04%, para 1.532 pontos.
Na Europa, o índice FTSEurofirst, que reúne as principais praças do continente, teve queda de 1,5%, a 810 pontos. Foi o sétimo dia de queda nos últimos oito pregões do indicador que acumula baixa de 44% no ano. Entre os principais mercados, a maior queda foi em Paris (-2,31%).
Indicadores brasileiros
Entre os dados internos, o Banco Central brasileiro revisou nesta segunda-feira a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano de 5% para 5,6%. Para o ano de 2009, a previsão é de uma desaceleração por conta da crise financeira internacional. Com isso, a expansão da economia deve ficar em 3,2%.
Quanto à inflação, a expectativa é de redução em relação a 2008. A projeção do BC para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano subiu de 6,1%, no último relatório de inflação divulgado em setembro, para 6,2%. Para 2009, entretanto, a previsão para o índice calculado pelo IBGE recuou de 4,8% para 4,7%.
Ainda pela manhã, a pesquisa de emprego do Seade-Dieese mostrou que a taxa de desemprego caiu a 13% em novembro nas seis regiões metropolitanas pesquisadas - Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre, Salvador, São Paulo e Distrito Federal -, em comparação aos 13,4% do mês anterior.
Isso significa que 72 mil vagas foram criadas de um mês para o outro. De acordo com as instituições responsáveis pela pesquisa, esta é a menor taxa de desemprego consolidada desde janeiro de 1998. Em São Paulo, a taxa registrada foi a menor desde fevereiro de 1995.
(Com informações da AFP, Reuters e Valor OnLine)
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