A Usiminas, veio a mercado comunicar que seu Conselho de Administração, aprovou no dia 24 de agosto de 2010, a intenção de realizar o desdobramento de suas ações que são negociadas em bolsa.
Tal decisão deve passar ainda pela aprovação de Assembléia Geral Extraordinária em data a ser definida.
Em caso de aprovação, cada acionista receberá mais uma ação, conforme informa o comunicado, e manterá os mesmos direitos conferidos atualmente. O capital da Usiminas permanece inalterado.
Atualmente o capital da Usiminas é composto de 506.893.095 ações, dividido entre ações ordinárias e preferencias na ordem de 50% cada tipo. Com a alteração (se aprovada) a empresa passa a contabilizar um total de 1.013.476.190 ações reservadas as proporções entre PN e ON.
Composição Acionária da Usiminas
Atualmente os maiores acionistas individuais corporativos da Usiminas são:
Grupo Nippon: 13,08%
Votorantim/Camargo Corrêa: 12,9%
Fundo de Pensão Previ (BB): 5,8%
Fundo de Pensão Usiminas: 5,0%
Free Float do capital total: 12,03% ( *este representas as ações negociadas livremente na bolsa).
A Usiminas, dona do maior complexo siderúrgico de aços planos da América Latina, anunciou nesta quarta-feira uma nova identidade corporativa. Agora, além da mudança da logomarca, as empresas adquiridas pela companhia, como Cosipa,de Cubatão (SP), Zamprogna, de Guaporé (RS), por exemplo, passam a ter o nome "Usiminas".
De acordo com o presidente da companhia, Marco Antonio Castello Branco, a intenção da mudança é trabalhar de forma unificada e integrada para driblar os efeitos da crise. "Com essa visão sistêmica, podemos reduzir custos, diminuir desperdício das indústrias e gerar novas oportunidades para crescer", afirma o executivo.
O presidente da Usinaminas afirmou também que essa estratégia de alinhamento entre as empresas estimula o processo de decisão dos gestores e pode vir a aumentar a capacidade de produção das empresas. "Como estaremos integrados, seremos mais rápidos nao tomar decisões", disse.
O investimento para a consolidação da nova marca varia de R$ 3 milhões a 4 milhões, de acordo com Castello Branco. "Pretendíamos gastar R$ 30 milhões, mas com o novo cenário econômico, reavaliamos este investimento."
Segundo o presidente, a companhia tem sofrido impacto tanto da crise econômica, que deprimiu a demanda interna e externa, e da desvalorização cambial, que teve impacto direto em seus resultados financeiros.
A Usiminas reportou um lucro de R$ 837 milhões para o quarto trimestre de 2008, um resultado 14% abaixo dos ganhos registrados em idêntico período em 2007. No balanço de 2008, a companhia teve lucro de R$ 3,224 bilhões, o que representa um acréscimo de 2% sobre o exercício anterior.
A companhia produziu 8 milhões de aço bruto em 2008 e estima uma queda de 10% a 15% para o ano de 2009. "Será um ano ruim para o consumo de aço", afirma Castello Branco. O presidente afirma que a companhia está operando com 50% da capacidade de produção e já demitiu 700 funcionários dos 30.000 colaboradores. "Deve haver mais cortes, mas ainda estamos estudando o número."
SÃO PAULO - Mais um sinal de fragilidade das condições de mercado para commodities foi dado no último sábado (22), com o anúncio de que a joint-venture entre duas das maiores mineradoras do mundo - Vale (VALE5) e BHP Billiton - reduzirá sua produção total em cerca de dois terços.
A Samarco, cujas operações têm lugar no Brasil, possui capacidade nominal de produção igual a 21,6 milhões de toneladas métricas de pelotas anuais. Cada uma das gigantes de mineração possui 50% de participação no negócio.
Oligopólio Segundo comunicado das companhias ao mercado, haverá redução de 65% de sua oferta no período compreendido entre o final de novembro e meados de janeiro do próximo ano, "de acordo com as condições de mercado atuais", afirmou a Vale. Já a empresa australiana informou que, ao final do período, "a situação dos mercados será reavaliada".
Todavia, foi ressaltado que a terceira planta da joint venture, inaugurada em abril deste ano, continuará normalmente suas operações, cuja capacidade nominal é de 7,6 milhões de toneladas métricas por ano. Junto à Rio Tinto, as companhias ofertam cerca de 75% do minério de ferro no mercado internacional.
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) teve lucro líquido de 40 milhões de reais no terceiro trimestre, ante lucro de 699 milhões de reais no mesmo período do ano passado, em queda influenciada por perdas da empresa em operações com derivativos.
A siderúrgica encerrou o período de julho a setembro com um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de 2,1 bilhões de reais, frente a 1,307 bilhão de reais no terceiro trimestre de 2007.
A receita líquida totalizou 4 bilhões, batendo um recorde trimestral da empresa. Nos primeiros nove meses do ano, a receita líquida da CSN totalizou 10,6 bilhões de reais, outro recorde.
Em nota, a companhia afirmou que a queda no lucro líquido refletiu um aumento de despesas financeiras decorrente da queda de aproximadamente 23 dólares nos ADRs da empresa, "a qual impactou de forma negativa o resultado financeiro da operação de Total Return Equity Swap celebrado pela companhia".
Essa operação, explicou a CSN, consiste na troca de rentabilidade de ativos de taxa de juros contra a variação da cotação dos ADRs da empresa.
A CSN calcula ter perdido 1,3 bilhão de reais com essa operação no terceiro trimestre de 2008.
"Ainda assim, os ganhos acumulados pela companhia com a operação, mesmo após as perdas verificadas no terceiro trimestre de 2008, correspondem a aproximadamente 1,8 bilhão de reais", afirmou a empresa.