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JA DEU A CAIXINHA DE NATAL ESTE ANO ?

>> 23 novembro 2009

O texto a seguir será um tanto contraditóro, recomendo lê-lo na íntegra para tecer qualquer comentário no rodapé.

Todos os anos é a mesma coisa, basta aproximar a data do décimo terceiro [alguns adiantam] que nos vém à cabeça a famosa caixinha de natal. Acredito até que alguns já devem incorporar a doação "natalina" como parte se seus ganhos anuais ou saldo negativos [no caso de quem doa], mas não é bem assim que deveria ser.
Não consegui responder a pergunta da Bia, mas este fato se deve à nossa cultura e deve estar enraizada na culpa de quém pagou salários medíocres o ano todo e tenta fazer as pazes com a consciência.
Eu particularmente não sou contra doações de caixinhas natalinas, mas, pela teoria Paretiana [de Vilfredo Pareto] alguém fica no prejuízo com esta prática.
Defendo a abolição da caixinha de natal, porém sou favorável a que se pague melhores salários, pois quase que na totalidade das pessoas que contam com o "benefício" são categorias de trabalhadores nos serviços básicos, é que recebem os menores salários de seus segmentos profissionais.

Par exemplificar:
Carteiros recebem o menor salário dentro da estrutura dos correios;
Porteiros e Faxineiros, menores salários na estrutura administrativa do condomínio;
Garis, seguem na mesma linha;
Caixas de supermercado só perdem para os faxineiros das loja, quando os mesmos não acumulam esta função [às vezes o serviço é terceirizado];
Seguranças de rua [não sei sobre seus salários] mas não recebem seguro de vida, ficam as margens da categoria e não sao sindicalizados [devem se enquadrar na lista], e muitas outras categorias.

Enfim, serviços essenciais para a sobrevivência urbana não tem o reconhecimento pecuniário que merecem, o que reforça a cultura da caixinha.
Em sintese, enquanto existir a inferiorização dos profissionais de serviços essenciais a caixinha reinará firme e forte.
Frente a estes fatores, a escolha de ser ou não um PÃO DURO é social e não pessoal.


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Novas Regras da Poupança

>> 14 maio 2009

As mudanças na remuneração da poupança tem a finalidade de proteger o mais popular dos investimentos brasileiro das expeculações do mercado financeiro, pois com a queda acentuada que vem acontecendo na Selic somada aos baixos rendimentos dos fundos de investimentos o grande capital encontrou saída na poupança, pois esta é isenta de impostos, não em taxa de administração e ainda é garantida pelo governo.
Pretendo não me aprofundar por falta de detalhes mas algumas regras já posso adiantar.
  • Poupanças até 50 mil reais não terão incidência de impostos;

  • Poupanças que ultrapassarem os 50 mil terão o rendimento do montante que exceder os 50 mil tributados, e a base de cálculo é mensal;

  • Poupadores que tem na poupança sua única fonte de rendimentos até um limite de 850 mil reais estão isentos do IR, apenas o que passar disso será tributado;
  • A divulgação apressada das novas regras se deu pra evitar as expeculações financeiras e políticas, uma delas é evitar a queda da popularidade do governo no ano eleitoral de 2010.

Houve até que afirmasse que o governo ia fazer retenção compulsoria dos recursos da poupança como fez Collor em seu governo, mas isso em nada tem a ver com as novas regras divulgadas.

Estas mudanças tem a finalidade de proteger os fluxos de apital do sistema financeiro, visto que o dinheiro das aplicações da poupança tem objetivos predefinidos pelo governo como por exemplo financiar a construção de moradias, enquanto o dinheiro dos fundos de investimentos fomentam outros tipos de empréstimos bancários.

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NOVO CÁLCULO DA POUPANÇA (menos rendimentos é possível?)

>> 17 abril 2009

Por Marinaldo Nogueira

Muito se fala sobre o novo cálculo para os rendimentos da Caderneta de Poupança, porém nada de concreto foi apresentado ainda, mas quem tem dinheiro aplicado nesta modalidade tem muito que se preocupar.

Porque preocupar?

Neste momento de crise econômica, os consumidores são impulsionados a aumentar seus gastos, um motivo que justifica a possível queda na remuneração da poupança.


Outro bom motivo é que com a baixa remuneração nos investimentos em renda variável, renda fixa e aplicações em bolsa de valores , o aplicador vê na poupança um porto seguro para guardar seu dinheiro isento de impostos e com isso empresas com capital em bolsa e o governo perdem uma das maiores fontes de financiamento.

A fuga do dinheiro das bolsas de valores e dos fundos de investimentos e papéis do governo traz alguma agravantes para a crise econômica:

Faz diminuir uma ótima fonte de captação de recursos para as empresas com as ações e o governo com os títuos públicos,

As atividades circundam o mercado de capitais tem menos dinheiro para administrar, e com isso demandará menas mão de obra, o que reflete em desemprego no setor,

O governo que já perdeu uma fonte de inanciamento, perde ainda na tributação do ganho de capital, já que a poupança não é tributável,


Quém perde com o novo cálculo da poupança?

Todos perdem, mas o poupador que o faz a muito mais tempo tem mais motivos para se preocupar porque a perda na remuneração se dará para afugentar os grandes capitais, e os pobres pagarão o preço deste novo cálculo.

O que fazer?

Na verdade não há muito o que fazer, pois a poupança ainda é a aplicação mais segura e não é aconselhavel retirar o dinheiro e colocar debaixo do colchão.
É como diz o dito popular: é pouco mais é garantido.





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